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Os mais famosos compositores da linha do tempo

GLASS, PHILIP (1937)

Última modificação : Sexta, 29 Janeiro 2016 16:06


 

Philip Morris Glass (Baltimore, 31 de janeiro de 1937)

 

MÚSICA MODERNA, AMÉRICA DO NORTE - AMERICANO - 195 OBRAS

 

Glass é um dos fundadores do minimalismo, ao lado de Reich, Riley e La Monte Young. Partilha com os dois últimos um respeito pela música indiana e, com o primeiro um interesse por padrões recorrentes. É atualmente o mais famoso de todos em virtude de sua vasta produção, seu gosto por trabalhar com artistas de diferentes mídias e o âmbito cada vez mais emocional e lírico de sua música.

 

 

Suas obras minimalistas de 1965-1968 (como por exemplo, Two Pages) são "experimentais e exploratórias", mas as posteriores, para seu próprio ensemble amplificado, são mais complexas (como por exemplo, Music in Fifths). Desde 1975 a maioria de suas obras tem se destinado ao teatro. Glass tornou-se famoso com a encenação de Einstein on the Beach (1976), no Metropolitan Opera House. Seguiram-se duas outras óperas: Satyagraha (1980) e Akhnaten (1984). É um dos compositores eruditos mais populares dos Estados Unidos e também tem se apresentado como intérprete do jazz e do rock.

 

Glass afirmou: "Tabus - as coisas que supostamente não devemos fazer - são geralmente as mais interessantes. No meu caso, a matéria-prima veio de coisas corriqueiras, como sequências e cadências." Essas coisas corriqueiras eram de fato tabu nos anos de formação de Glass, quando reinavam as rigorosas técnicas seriais de Stockhausen. Depois de conhecer Ravi Shankar e, mais tarde, o grande percussionista Alla Rakha, emancipou-se do modernismo e forjou um estilo hipnótico e repetitivo, perfeitamente adaptado à sonoridade rítmica de sax e teclado de seu próprio ensemble. Após um começo difícil tocando em sótãos e galerias de Nova York, Glass virou um cult.

 

A influência de Glass tem sido intensa, com penetração em diversos domínios. A evidência mais clara disso são as incontáveis trilhas e comerciais de TV que imitam seu estilo. Contudo, sua reputação e influência no mundo do clássico são muito menos estáveis.


 

 

 

 

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

Dicionário Grove de Música, Edição Concisa, 1994 - Edição Língua Portuguesa, Jorge Zahar Editor

Guia Ilustrado Zahar Música Clássica, 5ª edição revisada, 2013 - Jorge Zahar Editor.