ConcertinoPortal de pesquisa da música clássica

28 Julho
Os mais famosos compositores da linha do tempo

Filarmônica de Minas Gerais realiza dois concertos em homenagem a Giuseppe Verdi

Última modificação : Quarta, 24 Julho 2013 14:33


 

Nos dias 25 e 26 de julho, às 20h30, no Grande Teatro do Palácio das Artes, o compositor Giuseppe Verdi recebe homenagem da Filarmônica de Minas Gerais, em concertos dedicados inteiramente à comemoração de seu bicentenário. Na ocasião especial, será interpretado o dramático e majestoso Requiem deste gênio da ópera italiana. Sob regência do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra recebe a soprano Mariana Ortiz, a mezzo-soprano Elise Quagliata, o tenor Fernando Portari, o baixo Denis Sedov e os corais líricos de Minas Gerais e do Theatro Municipal de São Paulo. Mais de 230 músicos estarão no palco nestas noites marcantes.

 

Repertório

Nestes dois concertos, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta homenagem especial aos 200 anos de nascimento de Giuseppe Verdi (Itália, 1813 - 1901). Nascido durante as conquistas napoleônicas, o compositor foi registrado como francês, pois sua aldeia tornara-se território da França. Meses depois, soldados russos e austríacos, ao reocuparem a Itália, perpetraram um massacre entre os habitantes do vilarejo de Le Roncole. O pequeno Giuseppe só escapou da morte porque sua mãe escondeu-se com o menino no campanário da igreja. Apesar de constantes transformações estilísticas, sua música manteve traços vigorosos e personalíssimos, que o caracterizaram como músico de seu povo e de seu tempo. A Itália doRisorgimento – movimento de luta pela independência e unificação do país no período pós-napoleônico – o elege como artista símbolo de seus ideais, aquele cuja estética corresponderia às mais profundas aspirações sociais da nação. O povo italiano, aproveitando as letras que formavam o nome do compositor, escrevia nos muros das cidades o dístico Viva Verdi, código que todos decifravam como Viva Vitorio Emanuele Re D’Italia.

 

Obra executada no concerto, Messa da Requiem associa-se a outros dois artistas emblemáticos do nacionalismo italiano, o compositor Gioachino Rossini e o escritor Alessandro Manzoni. Quando Rossini morreu, em 1868, Verdi sugeriu que doze compositores o homenageassem com umrequiem. O projeto foi abandonado pelo comitê organizador, mas Verdi trabalhou a seção que lhe tinha sido reservada, o Libera me conclusivo. Cinco anos depois, morria o poeta Alessandro Manzoni, devotado à causa da independência, autor de romances extremamente populares, com ambientação patriótica, valores cristãos e personagens das classes proletárias. Verdi o admirava particularmente e assumiu, como um ato cívico, a tarefa de finalizar o antigo requiem — desta vez, sozinho. Aos poucos, sedimentou a ideia de elaborá-lo nas proporções das importantes realizações do gênero no século XIX, como o Deutsches Requiem de Brahms, e o do francês Berlioz. A Messa da Requiem de Verdi foi executada, pela primeira vez, na Igreja de São Marcos, em Milão, regida pelo próprio compositor, no dia do primeiro aniversário da morte de Manzoni.



FabioMechetti II credito Eugenio Savio

Crédito da foto: Eugenio Sávio

 

O maestro Fabio Mechetti 

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Por esse trabalho, recebeu o XII Prêmio Carlos Gomes/2009 na categoria Melhor Regente brasileiro. É também Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Jacksonville (EUA), desde 1999. Foi Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Syracuse e da Orquestra Sinfônica de Spokane, da qual é, agora, Regente Emérito. Na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, tornou-se Regente associado de Mstislav Rostropovich e Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego.

 

Estreou no Carnegie Hall, de Nova York, ao conduzir a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey. Nos Estados Unidos, dirige inúmeras orquestras e é convidado frequente dos festivais de verão. Realizou concertos em países como México, Espanha, Venezuela, Japão, Escócia, Nova Zelândia e Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige, com frequência, na Escandinávia. Recentemente, estreou com a Filarmônica de Tampere, na Finlândia. No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Osesp, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e Rio de Janeiro. Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos EUA com a Ópera de Washington. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e Composição pela prestigiosa Juilliard School, de Nova York.



FilarmonicaMinasGerais FotoRafaelMotta

Crédito da foto: Rafael Motta

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi criada em 2008 pelo Governo de Minas com o intuito de inserir o Estado nos circuitos nacional e internacional da música clássica. Excelência artística e vigorosa programação – esse é o perfil da Filarmônica de Minas Gerais, formada por 90 músicos, provenientes de todo o Brasil, além de países da Europa, da Ásia e das Américas.

 

A preocupação constante com a qualidade foi reconhecida por três importantes premiações: em 2012, a Filarmônica recebeu o Prêmio Carlos Gomes de melhor orquestra brasileira; em 2010, foi eleita o melhor grupo musical erudito do ano pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA); em 2009, seu diretor artístico e regente titular, maestro Fabio Mechetti, recebeu o Prêmio Carlos Gomes como melhor regente brasileiro.

 

A Filarmônica de Minas Gerais apresenta-se, regularmente, em duas séries no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, além de realizar turnês por Minas Gerais e pelo Brasil, Concertos para a Juventude, Clássicos no Parque e Concertos Didáticos. A Orquestra também participa dos principais eventos de música clássica do país, como o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, Concertos Paulínia, a Rio Folle Journée, entre outros. Desde sua criação, a Filarmônica de Minas Gerais visitou 18 cidades brasileiras e 50 cidades mineiras, algumas delas mais de uma vez. Na Sala São Paulo, onde já esteve em anos anteriores, será orquestra convidada da temporada 2013 da Osesp, com três concertos em outubro. A Filarmônica também já se apresentou nos teatros municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo, sempre com ótima receptividade do público e elogiosas críticas. A Orquestra realizou sua primeira turnê internacional em 2012, com cinco concertos na Argentina e no Uruguai.

 

Como ações de estímulo à música, a Filarmônica de Minas Gerais promove o Festival Tinta Fresca, concurso destinado a compositores de todo o país, e o Laboratório de Regência, atividade inédita no Brasil, que abre oportunidade para jovens regentes brasileiros.

 

 

LEIA MAIS DETALHES

 

Serviço

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Serie Allegro

25 e 26 de julho, às 20h30 

Grande Teatro do Palácio das Artes

 

Fabio Mechetti, regente

Mariana Ortiz, soprano

Elise Quagliata, mezzo

Fernando Portari, tenor

Denis Sedov, baixo

 

GUISEPPE VERDI

Messa da Requiem

 

Ingressos: R$ 60,00 (Plateia I), R$ 46,00 (Plateia II) e R$ 30,00 (Plateia superior).

Meia-entrada para estudantes e maiores de 60 anos, mediante comprovação.

 

Informações: (31) 3236-7400